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Abril Azul: a importância de profissionais qualificados para uma educação inclusiva


às 17h44
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Neste mês, por celebrar o Abril Azul, discussões e reflexões acerca da conscientização do autismo são indispensáveis, sobretudo no espaço acadêmico, por isso, resolvemos falar sobre a importância da educação inclusiva. Antes de começar a abordar o tema é necessário conhecer um pouco mais sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que acomete cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

De acordo com informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), estatisticamente o Autismo afeta uma em cada 160 crianças no mundo. É válido explicar que a condição denominada de TEA geralmente tem início na infância e prossegue durante a adolescência e vida adulta. Também é importante mencionar que cerca de 70% das pessoas com autismo apresentam comorbidades, dentre as quais se destacam: deficiência intelectual, paralisia cerebral, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, enxaquecas, cefaléia, distúrbios do sono dentre outros. 
Para falar um pouco sobre o desenvolvimento e a importância da inclusão destas crianças no ambiente escolar conversamos com a professora da Pós- Graduação da Faculdade São Luís de França no curso de Atendimento Educacional Especializado e Inclusão no contexto escolar, Anatercia Silva.  

Segundo a professora, no ambiente escolar existem vários desafios enfrentados diariamente pelos docentes e demais funcionários da escola, estes desafios consistem em lidar com as especificidades dos educandos com TEA, visto que cada criança tem necessidades específicas que precisam ser atendidas.

“Os alunos com deficiência têm enorme possibilidade de progresso e conquista educacional. Para isso os professores precisam ser sensíveis e observar as potencialidades e habilidades, trabalhando com afinco e responsabilidade, fortalecendo parcerias com as famílias e demais profissionais que atendem esse aluno”, ressaltou.

Nova realidade

Os dados e estatísticas comprovam que nos últimos anos ocorreu um crescente aumento de alunos com deficiência matriculados na rede regular de ensino, seja nas intuições públicas ou em estabelecimentos particulares. 
Além disso, existem leis que garantem o acesso dessas crianças no espaço escolar, a Lei N° 12.764, estabelece que os autistas possuem direitos de frequentar as escolas regulares e aprenderem. Tanto na rede pública, quanto no particular esse direito é assegurado a todos.  Conforme determina o artigo 2°, § 7° é necessário o incentivo e a capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como aos pais e responsáveis. 

A Lei, no artigo 7°, expõe que o gestor escolar ou autoridade competente que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência será punido com multa de três a vinte salários mínimos. 

De acordo com a professora Anaclécia, para realizar a inclusão de maneira efetiva e eficaz e atendendo as legislações vigente, faz-se necessário que os docentes continuem com a formação continuada para oportunizar ao público alvo da educação especial diversas metodologias, produção de material especializado e conhecimento sobre as demais deficiências encontradas no ambiente escolar. “Destacamos que existe uma crescente demanda por esse profissional no mercado de trabalho e para atender essas exigências os profissionais devem estar atualizados com a realidade educacional”, concluiu.

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