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Aulas presenciais devem ocorrer mesmo nos piores momentos da pandemia?

Projeto de Lei aprovado na Câmara dos Deputados abre debate sobre a realização de aulas presenciais mesmo durante pandemias

às 17h53
Especialistas criticam a necessidade do projeto de aulas presenciais, por não considerar os parâmetros epidemiológicos (Unsplash)
Especialistas criticam a necessidade do projeto de aulas presenciais, por não considerar os parâmetros epidemiológicos (Unsplash)
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Por causa do risco de contágio e rápida disseminação da Covid-19, as aulas presenciais figuraram entre as iniciativas que foram diretamente impactadas assim que a pandemia se instalou no país. Desse momento em diante, o que se viu foram escolas fechadas e o ambiente virtual se configurando como alternativa para manter o compartilhamento do conteúdo pedagógico. Mas um projeto de lei aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados, em Brasília, abriu o debate sobre a manutenção das aulas presenciais mesmo nos piores momentos da pandemia.

O texto do projeto, que seguiu para o Senado Federal, proíbe a suspensão do ensino presencial durante o período de pandemias e calamidades públicas. E apesar dos enormes prejuízos ao desenvolvimento dos estudantes pelo fato de as escolas estarem fechadas por cerca de um ano, a iniciativa enfrenta resistência de diversos especialistas, justamente por não considerar os parâmetros epidemiológicos.

De acordo com um estudo realizado pelo Banco Mundial, divulgado em março deste ano, as projeções indicam um aumento de 50% para 70% no quantitativo de estudantes do ensino fundamental com dificuldades para ler ou compreender textos.

Já um levantamento feito pela Unicef revela que cerca de 5,5 milhões de crianças e jovens tiveram seu direito à educação negado por não terem acesso à internet e assim, ficaram impossibilitados de acompanhar as aulas online.

Asscom | Grupo Tiradentes

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