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Bloqueio emocional- Psicóloga ensina como identificá-lo e quais são os desafios


às 13h28
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O bloqueio emocional pode ser entendido na Psicologia como uma espécie de trava ou obstáculo impeditivo de realizar algo. Ele pode ser compreendido como um medo de sair de um emprego que faz mal, medo de terminar um relacionamento ou mesmo de começar, medo de sair de casa, mudar de casa, mudar de cidade, desobedecer a família e etc.

De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade São Luís de França, Marcela Montalvão, os bloqueios existem como uma forma de defesa. “Certamente, a pessoa que identifica o bloqueio passou por alguma experiência aversiva, que a deixou muito mal, e a mente a fim de prevenir outras situações semelhantes, protege o indivíduo evitando que se machuque novamente. De certo modo, o bloqueio existe como uma forma de proteção”, afirma.

Nem sempre é fácil identificar esse bloqueio, segundo a coordenadora, muitas vezes ele é confundido como um acaso da vida. “Do tipo, ‘meu sonho é ser diretora de uma empresa, mas toda vez que tento não dá certo, as empresas não querem alguém como eu’. A priori, eu poderia pensar que sim, as empresas ou a vida é contra a minha felicidade, mas talvez exista algo dentro da pessoa ou imobilizando ela para se afastar da posição de gestão de uma empresa”, explica Marcela.

O bloqueio muitas vezes parece um loop, um circuito. Algo não funciona, não dá certo e não é mero acaso. O indivíduo pode tentar várias vezes, em diferentes situações, e o que deseja não irá se realizar. Quando o desafio se repete e os resultados são sempre parecidos e insatisfatórios, no sentido de realização de desejo, é bem provável que a dificuldade não esteja externa à pessoa, mas interna.

Tentar identificar as “saídas”, os caminhos que levam aos mesmos resultados, é o recomendado pela coordenadora, ela ainda diz que é necessário observar que talvez estas saídas não sejam as melhores e se questionar que estas atitudes tenham relação com pensamentos, com crenças que o impedem de avançar.

“Observar se o medo que é sentido é real, se foi incutido no indivíduo por alguém ou é resultado de uma experiência ruim na sua história de vida. Após esta análise refletir que as situações da vida são diferentes e não se repetem. Assim, mesmo que haja medo de que uma situação de que um mal-estar se repita, não há porque se repetir. Cada nova situação agrega caminhos e, portanto, os resultados podem ser múltiplos”, diz.

Marcela orienta que o tratamento psicoterapêutico, com um profissional psicólogo, pode ajudar a identificar tais pensamentos automáticos, tais crenças, a fim de que possa construir novas formas de atitudes e estratégias para alcançar os propósitos e objetivos de vida. Muitas vezes isso implica construção de novas crenças e abandono das crenças limitantes.

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