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Julho amarelo reforça a luta contra as hepatites virais e a importância da conscientização


às 21h53
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As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Trata-se de uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Geralmente são infecções silenciosas e não apresentam sintomas. Mas, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Sendo elas:

Hepatite A

A hepatite A é causada por um vírus RNA de fita simples positiva, que pertence à família Picornaviridae, denominado vírus da hepatite A (HAV), que se replica no fígado, é excretado na bile e eliminado nas fezes, resultando na transmissão pela via fecal-oral. O HAV interfere na função hepática, desencadeando uma resposta imune que leva à inflamação no fígado.

Hepatite B e C:

As hepatites B e C são contraídas da mesma forma, a partir do compartilhamento de materiais no uso de drogas inaladas e injetáveis. Pode ser transmitida em relação sexual sem preservativos masculino ou feminino, com uso de materiais contaminados que provocam cortes, lesões, como alicates de unha, palitos de unha, aparelhos de barbear ou depilar, escova de dentes, instrumentos não esterilizados ou reaproveitados na aplicação de piercings e realização de tatuagens. A hepatite B também é transmitida para o bebê no parto, caso a mãe esteja infectada (transmissão vertical), através de material cirúrgico ou odontológico infectado.

Hepatite D:

É uma infecção causada pelo vírus D da hepatite (HDV). A hepatite D, também chamada de Delta, está associada com a presença do vírus B da hepatite (HBV) para causar a infecção e inflamação das células do fígado. Existem duas formas de infecção pelo HDV: coinfecção simultânea com o HBV e superinfecção pelo HDV em um indivíduo com infecção crônica pelo HBV.

A hepatite D crônica é considerada a forma mais grave de hepatite viral crônica, com progressão mais rápida para cirrose e um risco aumentado para descompensação, carcinoma hepatocelular (CHC) e morte.

Hepatite E:

Geralmente, em adultos jovens, o vírus E causa hepatite aguda de curta duração e autolimitada (2 – 6 semanas), clinicamente indistinguível de outras causas de hepatite viral aguda. Embora a infecção ocorra também em crianças, elas geralmente não têm sintomas, ou apresentam apenas uma doença leve sem icterícia que não é diagnosticada.

Os sinais e sintomas, quando presentes, incluem inicialmente fadiga, mal-estar, febre e dores musculares. Esses sintomas iniciais podem ser seguidos de enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia, presença de urina escura e pele e os olhos amarelados (icterícia).

Formas de prevenção:

A vacina contra hepatite A e B já fazem parte do calendário de vacinação pelo Sistema Único de Saúde. Em casos especiais, o médico pode solicitar uma nova dose, principalmente quando o sistema imunológico está comprometido.

Não existe vacina contra hepatite C, por isso, há a necessidade de ainda mais cuidado com a prevenção, tomando algumas medidas:

– Evitar compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear e alicates de unha para não haver contágio por sangue.

– Utilize preservativo, pois é uma infecção sexualmente transmissível.

– A transmissão também pode acontecer durante a gravidez e o parto, sendo necessário incluir doses extras de vacinas e imunoglobulina nas 12 primeiras horas de vida do bebê.

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