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Língua Portuguesa: professora de pedagogia fala sobre a formação do nosso idioma 


às 15h30
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Para celebrar o Dia da Língua Portuguesa, comemorado no dia 11 de junho, conversamos com a professora do curso de Pedagogia da Faculdade São Luís de França, Sara Rogéria, que falou um pouco sobre a formação e curiosidades na nossa língua.

De acordo com a professora, a Língua Portuguesa, a última flor do Lácio, deriva do Latim vulgar e passou por várias transformações desde sua origem na Península Ibérica, língua materna portuguesa, ou língua do príncipe, até ser imposta aos nativos das colônias lusitanas, dentre elas o Brasil. É aqui que entra a língua portuguesa enquanto idioma oficial em nosso país.

“Falar sobre a evolução dessa língua requer tanto tempo quanto dizer das mudanças que ela sofreu quando passou a ser nossa língua nacional a partir da segunda metade do século XVIII. O idioma de Camões, quando aportou em terras brasileiras, recebeu contribuições mórficas, fônicas e lexicais que a tornaram diferente daquela falada em Portugal. O português brasileiro é o resultado das interseções linguísticas africanas, indígenas e portuguesa. É aí que nascem sua beleza e diversidade”, afirmou.

Ainda segundo Sara, as expressões em nossa língua apontam muito para a diversidade regional que enriquece este país e listou algumas que são bem, mais bem sergipanas:

– Nestes festejos juninos, o que os casais mais desejam é chumbregar aí som de um forrozinho;

– Esse povo fica num lenga-lenga da gota. Demora da pôxa

– Quem fala muito alto se esgoela;

– A pessoa é pequena com rabo e tudo;

Por fim, cuidado com o uso de termos como rapariga, bicha, canalha e cacete. Os significados no Brasil e em Portugal são bem diferentes. “As expressões citadas denotam a riqueza que tem a Língua Portuguesa e muito disso é resultado da diversidade étnica de nossos falantes. Na segunda metade do século XVIII, quando da institucionalização da língua lusitana, os principais grupos de falantes nessas terras eram os africanos trazidos para cá por conta da escravidão. Outro enorme grupo de falantes eram os indígenas, muitos tutelados pela igreja”, ressaltou.

Para a professora de Pedagogia, se compreendermos que idiomas não nascem, eles resultam de trocas, acréscimos, transformações, o Português Brasileiro é rico porque resulta das contribuições desses variados grupos de falantes. “A Língua Portuguesa falada no Brasil, ou Português Brasileiro, é o resultado de vários processos de acomodação fonética, mórfica e lexical promovida por seus falantes. Dizer o que é certo ou não, tomando como parâmetro apenas um grupo, é desconsiderar que a língua portuguesa só existe enquanto língua nacional porque as centenas, senão milhares de outras, foram reduzidas à condição de diálogo familiar, dialetos no sentido pejorativo do termo. Nenhuma língua é única. Ela carrega muito de seus falantes, que a modificam, ajustam, adequam às condições reais de comunicação”, finalizou.

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