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“O meu filho tem autismo e a decisão de iniciar o curso foi pensando em ajudar no desenvolvimento dele", declarou a aluna de pedagogia


às 20h47
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Na editoria ‘Alunaço’ desta semana vamos fazer uma homenagem ao Dia das Mães, que será comemorado no próximo domingo, 09 de maio. Hoje vocês vão conhecer a história da aluna Jande Clécia Lima Silva, 35 anos, do 3º período do curso de pedagogia. A estudante é mãe de dois filhos, Aylla, de 18 anos, e o Lucas, 5 anos, que inspirou Jande a iniciar o curso de graduação.

De acordo com Jande, a escolha pelo curso de pedagogia foi uma forma de ajudar o filho. “O meu filho Lucas tem autismo e a minha decisão de iniciar o curso foi pensando em ajudar no desenvolvimento dele. Eu queria ter mais conhecimento sobre a educação infantil, não sabia bem como ajudar o meu filho, mas agora a faculdade e os professores têm me ajudado muito”, destacou.

A aluna conta que para manter sua rotina de estudos não é nada fácil, ela mora no município de Japaratuba, e antes da pandemia, quando as aulas ainda eram presenciais precisava sair mais cedo de casa para conseguir chegar a tempo de assistir às aulas. “Sempre conto com a ajuda do meu esposo, que ficava com o Lucas quando eu precisava vir para as aulas e hoje fica com ele quando preciso estudar”.

A estudante de pedagogia também relatou que com a chegada da pandemia e as aulas online precisou se adaptar. “Estudar sendo mãe já é bastante difícil, com esse momento precisando ficar em casa e as aulas à distância, a situação ficou mais complicada. Precisei me adaptar aos poucos à nova rotina e também adaptar os meus filhos. Tem momentos que penso em desistir, principalmente quando lado mãe cobra mais atenção, pois pela condição do meu filho ele requer mais atenção e às vezes penso que não vou dar conta de ser mãe e estudante”, desabafou.

Mesmo com as dúvidas que às vezes surgem no caminho e o cansaço da rotina de estudante, dona de casa e mãe, Jande Clécia afirma que o Lucas é a sua grande inspiração nos momentos difíceis. “Quando me formar quero ser voluntária e dar aulas para crianças com deficiência. Quero ajudar o meu filho e também a outras crianças a se desenvolverem”, declarou.

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