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Professora de Psicologia explica as causas da ansiedade relacionadas à vida acadêmica e como lidar com elas


às 15h12
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Ao falar em ansiedade surgem alguns questionamentos, dentre eles: Como compreendê-la, quando ela se torna um problema e quais as estratégias utilizar para lidar com essa problemática? Segundo a Professora de Psicologia da Faculdade São Luís de França, Renata Vieira, é frequente estudantes se sentirem preocupados diante de inúmeros problemas relacionados à vida acadêmica, culminando com a sensação de que algo negativo pode acontecer a qualquer momento.

“É preciso compreender que ao longo da trajetória acadêmica os discentes experienciam momentos estressantes que podem proporcionar uma desestabilização emocional, preocupações essas capazes de provocar o indivíduo o processo de somatização (representação física do desequilíbrio psíquico e biológico do sujeito). Assim, iniciativas como a da São Luís que oferece um serviço de apoio aos estudantes contribui para que os mesmos possam se restabelecer emocionalmente”, explica.

Renata ainda destaca a diferença dos tipos de ansiedade, onde nem sempre ela é negativa. “Por exemplo, quando o discente se sente preocupado com uma avaliação futura e essa preocupação com o futuro implica no estabelecimento de uma rotina ampliada de estudo, nessa situação a ansiedade o impulsiona a se preparar, o faz mover, criar estratégias para se debruçar nos estudos e planejar seus horários. Nesse sentido, a ansiedade é considerada funcional”, diz.

A professora enfatiza que por se preocuparem excessivamente com o futuro implica na dificuldade de concentração, insônia, dificuldade em realizar as atividades de rotina, dificuldade para relaxar, sensação de aperto no peito, tremores entre outros sintomas que afeta o bem-estar do sujeito, nesses casos instaura- se um sofrimento, que interfere em todas as esferas da vida, sendo comum a queixa de discentes quanto a queda em seu rendimento.

Nessas situações, ela recomenda procurar ajuda de profissionais qualificados e, se possível, iniciar a psicoterapia, que é uma estratégia para trabalhar as questões que estão por trás dos sintomas apresentados. Além disso, ela sugere algumas dicas, como: fazer atividades que proporcionem prazer, criar um momento diário de cuidado de si e desfrutar de momentos de descanso.

“Também é possível recorrer a algumas técnicas como yoga, meditação e atentar-se para a manutenção de uma alimentação saudável. Lembre-se essas estratégias precisam estar articuladas ao funcionamento de cada sujeito, implicando assim na busca do equilíbrio interno. E por favor, não esconda o que sente, troque essa postura pelo pedido de ajuda, busque um profissional que possa auxiliar diante da instauração do sofrimento, afinal no momento você já deve ter percebido que há diferença entre a ansiedade funcional e o transtorno de ansiedade”, orienta finalizando.

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