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Professora do curso de enfermagem da FSLF fala sobre mitos envolvendo a vacinação infantil contra a Covid


às 13h01
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Após a inclusão de crianças de 5 a 11 anos na campanha nacional de imunização contra a covid-19 pelo Ministério da Saúde, a chegada das doses pediátricas da Pfizer e a liberação para o uso da CoronaVac neste público, a maioria dos estados brasileiros começaram a vacinar os pequenos.

A notícia que trouxe alívio para muitos pais, também trouxe muitas dúvidas e discussões a respeito da segurança e eficácia da imunização infantil.

Diante de tantos questionamentos e até mesmo fake news envolvendo a vacinação de crianças contra a Covid-19, conversamos com a professora do curso de enfermagem da Faculdade São Luís de França,Jamile Rodrigues Cosme de Holanda, que fez alguns esclarecimentos de Mitos e Verdades sobre os imunizantes.

MITO – Não vale a pena colocar uma criança em contato com o vírus por meio da vacinação

As crianças elas tem um sistema de defesa ingênuo ou imaturo, que vai se aperfeiçoando à medida que vai entrando em contato com os patógenos (organismos que são capazes de causar doença), ao longo da vida as células do nosso sistema de defesa vão sendo “marcadas”, através das vacinas e do contato com alguns patógenos no decorrer do tempo. Quanto mais “marcadas” essas células, mais ativas ou prontas para a defesa do nosso organismo ela fica, dessa forma é muito importante a vacinação das crianças.

MITO – Crianças não desenvolvem casos graves de covid.

Independente da idade, há a possibilidade de agravamento do caso, até mesmo o óbito, sem falar que mesmo em casos leves, há os riscos de a doença causar sequelas, portanto é melhor prevenir.

MITO – A vacina contra Covid não é segura para crianças.

Todas as vacinas são seguras, até porque elas passaram por um sistema de testes e estudos, que comprovaram sua eficiência, antes de serem disponibilizadas à população.

VERDADE – A vacina pode provocar reação no organismo

Todas as vacinas podem desencadear alguma reação, como febre, mal-estar, dor, inchado e vermelhidão no local da vacina, entre outros, contudo no momento da vacina a equipe já orienta as possíveis reações e o que fazer ou qual medicamento usar caso tenha algum sintoma. Essas reações são normais, bem como não tê-las não indica que a vacina não foi aplicada, cada indivíduo vai reagir à sua forma.

CoronaVac x Pfizer: qual a diferença entre elas?

A diferença está na produção, a CoronaVac tem o vírus inativado, que é quando o vírus não é capaz de causar a doença, mas consegue induzir uma resposta do sistema imunológico. Já a Pfizer utiliza o RNA mensageiro, que proporciona instruções ao organismo para a produção de proteínas encontradas na superfície do novo coronavírus, que estimulam a resposta do sistema imune. Apesar da forma de agir ser diferente, ambas são similares em níveis de proteção, o que reitera a informação de que escolher imunizante torna-se desnecessário diante do cenário pandêmico.

Lembrete

De acordo com a enfermeira, Jamile Rodrigues, as vacinas são extremamente importantes, porque elas não vão evitar que a criança se contamine com a doença, mas elas vão prevenir o agravamento dessa doença, seja, catapora, meningite ou a COVID-19. “Por isso, papais e mamães, vacinem suas crianças, mantenham o cartão de vacina atualizado, assim vocês estão prevenindo que seus filhos desenvolvam casos graves dessas doenças, e até mesmo evoluam a óbito”, ressaltou.

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