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Existe nutrição sem prescrição de dietas?

Esta abordagem nutricional promove auto-responsabilidade com a alimentação, mas exige conhecimento do próprio corpo e orientação profissional

às 15h30
Na nutrição sem dietas, o paciente é orientado para escolher e decidir, de forma correta, os alimentos que deve ou não comer (Pixabay)
Na nutrição sem dietas, o paciente é orientado para escolher e decidir, de forma correta, os alimentos que deve ou não comer (Pixabay)
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Nem só da prescrição de dietas restritivas vive um nutricionista. No trabalho de orientação para uma relação saudável com a alimentação, há diferenciadas abordagens e ferramentas que são trabalhadas com os pacientes, dentro e fora do consultório.

É possível parar de sofrer com a comida e fazer dela uma aliada para uma vida mais harmônica. A nutrição não prescritiva busca promover, em quem busca ajuda profissional, autonomia e auto responsabilidade para assumir o controle da própria alimentação. Neste caso, não é o nutricionista quem vai decidir o que a pessoa deve comer ou não, mas a própria pessoa, conjuntamente com o profissional, sendo possível comer de tudo. 

Isso não significa comer como se não houvesse amanhã, mas pensando no futuro. Não há proibições e controles, mas sim critérios para a alimentação. Os sinais internos individuais de cada um são considerados, tais como fome e saciedade, frequência desse consumo, vontade entre outros. Há permissão para comer o que se deseja, mas vai depender da situação e dos motivadores para isso.

Nesta visão da Nutrição, a importância de se manter uma alimentação mais saudável deve ser considerada dentro do contexto de vida pessoal. Não é um método fácil e nem rápido, no entanto, em longo prazo, tende a entregar resultados mais duradouros e consequências mais positivas do que as dietas de restrição de alimentos.

Dietas restritivas

É preciso ter cuidado e atenção com dietas restritivas e mudança alimentar por questões estéticas. Há quem diga que se dietas funcionassem, não seria preciso criar uma nova todo ano. Além de causarem frustração e efeito sanfona, com a volta do ganho de peso após um período, elas também podem trazer outras consequências mais danosas ao organismo, como distúrbios neuroendócrinos, alterações intestinais, descontrole alimentar são algumas delas. 

Além disso, as dietas podem aumentar as chances de uma pessoa que já tenha predisposição a desenvolver algum transtorno alimentar. A falta de comida e a fome durante uma dieta pode causar outras alterações no corpo que não trazem nenhum benefício à saúde. Quem pratica dieta costuma fazer isso em ciclos que variam entre a perda de peso, parada na restrição, ganho de peso e nova dieta. E a cada vez que recomeça este ciclo, será mais difícil perder o mesmo peso que na vez anterior e assim sucessivamente.

Além disso, as dietas muito restritivas podem alterar a percepção de fome e de saciedade, pois a pessoa lida com o próprio corpo por meio de prescrição e regras impostas que muitas vezes não se adéquam ao que se vive e ao que se sente. Algumas pessoas só conhecem essa maneira de lidar com a alimentação e por isso a repetem inúmeras vezes, mesmo sem resultado positivo e sustentável.

Na abordagem nutricional sem dietas, as refeições são vistas como um momento de conexão e autocuidado, favorecendo o autoconhecimento e o respeito ao corpo e aos alimentos. O papel do nutricionista será o de ajudar o paciente a construir uma relação saudável e livre entre ele e o ato de se alimentar.

Asscom | Grupo Tiradentes 

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